domingo, 30 de agosto de 2009

INDIOS MARIOCAY

Índio é cristão

É brasileiro é dÍndio é gente

Índio é dono desta nação


Minha homenagem aos índio Mariocay

Povo esquecido que habitava este lugar

Minha viola sei que vai me acompanhar

Pois, eram eles os donos de Gurupá

Sua cultura e sua fé não eram vans

Eram tementes e adoravam o Deus tupã

No dia-dia partilhavam entre irmãos

Com a mais simples e perfeita oblação

Tinham o peixe, tinha a caça e a madeira

Grande riqueza era à força da união

Santa mãe terra dava tudo para eles

Com a mais linda e amorosa perfeição

Chegaram os brancos pra fazer a ocupação

Tomaram tudo e os mandaram pro sertão

Os que ficaram foram presos e escravizados

Índio moreno tem saudades deste chão

Os homens brancos lutaram para mudar

Moveram ações para tudo transformar

Para esconder toda maldade e traição

Diziam que índio era bicho e não cristão

De Mariocay só um colégio e uma praça

Nem uma estátua ou retrato pra mostrar

Essa é a história de um povo da nossa origem

Que nasceu livre e não existe mais em Gurupá


Edigar Pantoja de Souza

Poeta Gurupaense

PESQUISA DE LOCAÇÃO



No dia 07 de agosto, houve uma segunda expedição para o interior com visitas nas localidades de Porto Velho, Brasília do Bacá, Porto do Timborana, Porto do Ajó e Balneário do Hilton. Nessa missão, mantivemos contato com vários comunitários que nos interpelaram com perguntas e questionamentos sobre o fazer cinema. Por fim, ouve uma pré-disposição dessas comunidades em se envolverem com o projeto. A torcida por lá é grande para que sua localidade seja escolhida como espaço de gravação do filme.

Outro fator positivo constatado na expedição, fora o entrosamento da equipe de realizadores do filme, que é constituída por Diretores e Assistente de Belém e Gurupá, que numa troca de experiências buscaram construir uma visão coletiva sobre as condições necessárias às filmagens. O olhar considerou as exigências do roteiro e várias outras peculiaridades regionais tipo: transporte, distancias, logística e condições econômicas, ou seja, uma real orientação a profissionalização, organicidade, criatividade e fundamentalmente a experiência do fazer local.









OFICINAS DO FILMA PARÁ PREPARAM A COMUNIDADE PARA PRODUZIREM O NOVO FILME

Seguindo a concepção do Projeto Filma Pará, já foram realizadas várias atividades de capacitação junto à comunidade local, visando constituir corpo técnico e elenco para o longa-metragem. Com destaque para as oficinas de Interpretação para TV e Cinema, onde participaram inúmeras pessoas de faixas etárias entre 12 e 76 anos; a oficina de áudio visual com uma frequência maravilhosa, que incluiu linguagens, operação de equipamentos.

Parte dos presentes nas referidas oficinas e atividades extras, foram de comunidades do interior do município. Vale relatar, que Gurupá é constituída de inúmeras ilhas que abrigam vilarejos e comunidades dispersas, embrenhadas em matas e margens de rios, onde o acesso é difícil. Algumas, com longas distâncias; duradouras horas de voadeira, como é o caso da comunidade de ITATUPÃ - (04hs).